Durante muito tempo eu pensei que a água apenas seguia.

 

Escorria.

Contornava.

Descia.

 

Até perceber que havia algo mais.

 

Quando vista do alto, ela desenha caminhos impossíveis.

Reflete o céu.

Leva a luz consigo.

 

Foi então que entendi que voar talvez não tenha a ver com asas.

 

Talvez seja apenas encontrar uma maneira de tocar o mundo sem deixar de ser quem se é.

 

A água nunca luta para ser outra coisa.

 

Ainda assim, transforma paisagens inteiras.